Sinto que me chamam… Não sei de onde vem o som, mas dentro de mim, ele existe.
Chamam-me…
Hei-de ir ter com eles.
Os golfinhos existem em mim… ainda que nunca tenha tocado nenhum.
With my heart full of colours,
Rainbow
Sinto que me chamam… Não sei de onde vem o som, mas dentro de mim, ele existe.
Chamam-me…
Hei-de ir ter com eles.
Os golfinhos existem em mim… ainda que nunca tenha tocado nenhum.
With my heart full of colours,
Rainbow
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(Foto retirada de pesquisa na net)
Uma das maravilhas da nossa existência é a capacidade de aceitarmos ser surpreendidos. Sem esperar, sem sequer ter pensado, apareceste do nada. E se fosse combinado, não tinha tido este sabor maravilhoso de surpresa. Grande presente que recebi. Grande, grande, que não cabe no meu sorriso rasgado, no brilho dos meus olhos, no palpitar do coração… O tempo e o espaço param, quando nos juntamos… É fantástico como tudo se transforma à nossa volta… Todos os insights, toda a consciência do que fomos e do que somos, aqui e agora, um e outro, os dois, um só… Por vezes, tenho a sensação de que saímos de onde estamos, porque não dou conta de nada à volta… E após muitas horas, sinto que tudo foi fugaz, uns breves e eternos segundos, em que partilhámos o céu e a terra. Obrigado por existires! A minha vida sem ti não seria a mesma. Havemos de repetir… Quem sabe não sou eu que te surpreendo a seguir????!!!! Ou quem sabe, não te surge a vontade de me surpreender novamente!
Ao longo da vida, sempre achei que era nos outros que a solução estava. Tudo o que era exterior a mim, era sempre melhor que eu, mesmo que interiormente sentísse que sabia fazer de outra forma.Acreditei que o Amor, era algo exterior a mim, algo que viria de alguém, algo que um qualquer príncipe encantado me traria, e só aí, eu me ia sentir completa.Nunca ninguém me tinha dito, que Amar-me era o ponto de partida para que um Amor Maior, mais pleno, mais consciente, mais… fantástico!
Um dia, um Ser maravilhoso apareceu na minha vida. De facto, o Universo nada deixa ao acaso! Uma pessoa extraordinária, que no seu caminho, nas suas viagens ao seu interior, me levou a apaixonar-me de novo por mim. A Ana, minha querida Mestre, convidou-me a ir ao meu encontro de novo. E eu aceitei.
Desde então, nada é como era antes. A consciência de cada momento é grande e vivida em gratidão.
Tenho consicência de que cada Ser que vem à minha vida, me vem trazer uma nova aprendizagem. Que cada Ser é uma parte de mim… e que nem sempre gosto do que vejo… mas que posso aceitar e amar, mesmo a parte de mim que ainda não aceita e não ama o que vejo.
Que sempre que fecho os olhos, por não gostar, me afasto da minha essência. Que sempre que quero ultrapassar uma situação, ela volta a aparecer… Tudo o que existe na minha vida, é para que eu possa experienciar, sentir e crescer por dentro, no meu conhecimento de mim e na consciência do que existe à minha volta.
Assim, e voltando ao Amor, não foi nos outros que me completei. Os outros apenas mostravam partes de mim que eu queria sentir amadas. E ao fim de algum tempo, isso não me chegava, nem chegava aos outros.
Ao Amar-me, pude compreender que a cada momento eu atraía pessoas diferentes, que me espelhavam como eu me ia sentindo.
Aquilo que eu antes chamei de Amor, não o era de facto… Nalguns casos foi paixão, noutros desejo, noutros carinho, noutros ternura, noutros submissão, noutros dependência, noutros obsessão… Nenhum deles foi Amor. Havia sempre algo de cada um que eu necessitava para me completar, para me sentir amada e querida… E isso, não é Amor.
Hoje, a frase da canção faz-me muito mais sentido: “I believe I’m loved when I’m completely by myself alone”… Isto não quer dizer que vou ficar sózinha para sempre. Quer dizer que mesmo só, me sinto muito amada. Ainda que sinta que ainda não me amo na totalidade… Mas já é mais que a quantidade de água que habita em mim.
É como aquele famoso slogan do leite: “Se eu não me amar….”
O caminho, esse é longo, com dias e experiências diferentes, umas exigentes, outras nem por isso, umas agradáveis, outras nem tanto… Conscientemente, precisei de todas elas e continuarei a precisar.
Nesta nova fase, consegui transformar uma obsessão, num sentimento de ternura imenso; um desejo, numa libertação e num aproximar de mim própria; uma dependência, numa liberdade do outro e de mim… E sinto-me bem melhor!
De cada vez que tomei consciência do outro em mim, pude aproximar-me mais de mim mesma… E amar com mais intensidade o que sou.
E isso é indiscritível.
Também sei que cada caminho é único e cada Ser terá de percorrer o seu, se assim o entender. Cada um é livre de escolher para si próprio o que quer. As oportunidades são-nos dadas… o resto, cabe a cada um decidir!
Nunca imaginei que algum dia me pudesse sentir assim comigo própria. E vou continuar a querer estar mais consciente, mais receptiva às experiências… a Amar-me mais!
“ I believe in Karma what you give is what you get returned”
With my heart full of colours,
Rainbow
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